
A Ideia já é antiga e tem estado a ser trabalhada pela autarquia. A revitalização da praia fluvial de Azambuja tem estado na ordem do dia, isto depois da estação de televisão SIC ter feito uma reportagem sobre a qualidade das praias fluviais e a associação “Bandeira Azul” ter referido a praia fluvial de Azambuja “Casa Branca” como um mau exemplo, o oposto à praia de Abrantes que já tem uma bandeira azul.
A praia fluvial de Azambuja, ainda tem um longo caminho a percorrer no futuro. O espaço não pode ser considerado “praia” porque segundo a autarquia, teria de haver mexidas no leito do Tejo e as autoridades marítimas e ambientais não o permitem.
Joaquim Ramos preferiu não falar à SIC sobre este assunto, segundo a jornalista daquela televisão, mas hoje a autarquia explica através de uma informação, as intervenções que serão feitas naquele espaço.
Ora, segundo a câmara municipal “ O Município de Azambuja pretende devolver a Praia Fluvial do Tejo aos munícipes e turistas que visitam o Concelho.
Para o efeito foi negociado com o Governo, nas contrapartidas da deslocalização do Aeroporto da OTA, a Recuperação da Praia Fluvial do Tejo e a Construção de Ciclovia. A intervenção faz parte da valorização da margem ribeirinha do Tejo e afluentes cujos promotores são os Municípios de Alenquer, Azambuja, Cartaxo, Rio Maior e Santarém (Programa de Acção Oeste + 4 Municípios da Lezíria do Tejo).
O projecto elaborado no âmbito da CIMLT para os Municípios de Azambuja e Cartaxo, engloba duas acções complementares, com objectivos a que correspondem abordagens e metodologias distintas. São elas: “INTERVENÇÃO NA PRAIA DO TEJO” e “A VALORIZAÇÃO DO DIQUE COM INTRODUÇÃO DE CICLOVIA”
A INTERVENÇÃO NA PRAIA DO TEJO assenta no princípio de que a praia é assumida como a zona fulcral de todo o projecto. Trata-se de um anfiteatro natural para o rio, que se pretende manter nessa condição – natural – instalando o equipamento estritamente necessário para oferecer um bom conforto aos utilizadores.
O espaço será organizado a partir de uma “praça de distribuição”, ponto de ligação entre o pontão existente, a praia e a área de estacionamento. Haverá um Apoio de Praia, junto ao areal, com serviço de bar, instalações sanitárias, posto de socorros e uma esplanada coberta. Ficando o areal completamente livre, serão instaladas várias zonas de estadia/merendas estruturadas por caminhos pedonais.
Está prevista, igualmente, a instalação de um percurso elevado entre o topo do pontão e o Mouchão a Poente da praia, o que permitirá a sua utilização balnear e de observação privilegiada do rio e toda a envolvente. Em complemento desse acesso ao Mouchão, duas estruturas flutuantes darão apoio à navegação de turismo que se pretende dinamizar.
A CICLOVIA vai ligar a Praia do Tejo a Valada do Ribatejo (Concelho do Cartaxo), utilizando o dique existente como linha directriz. Todo o dique oferece condições naturais à execução da ciclovia e, onde tal for necessário, serão feitas as adaptações mais adequadas. Num desses pontos será implementada uma ponte pedonal e ciclável. A ciclovia consistirá numa estrutura de módulos com pavimento perfeitamente regular e será equipada com sinalética, painéis informativos e passadeiras, com especial cuidado nos atravessamentos de estrada e nos acessos públicos e privados ao longo do percurso.
Esta infra-estrutura permitirá desfrutar do magnífico cenário da margem norte do Tejo de uma forma, pode dizer-se “desportiva”, e sem dúvida muito saudável,... pedalando, ou simplesmente andando!
A intervenção na Praia Fluvial, cujo inicio está previsto para o 1º semestre do ano 2010, é a primeira fase de um projecto que envolve também a limpeza e consolidação das margens da Vala Real entre a Ponte e o Palácio das Obras Novas, a construção de pesqueiros e a limpeza e a requalificação do Esteiro, entretanto despoluído pela condução dos esgotos para a ETAR de Azambuja” refere o comunicado da Câmara Municipal de Azambuja
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Um passeio ribeirinho entre a praia de Valada do Ribatejo a Casa Branca e a sua requalificação Vão custar perto de um milhão de euros. O projecto inter municipal que envolve as câmaras de Azambuja e Cartaxo elaborado no âmbito da CULT terá como objectivo principal a fomentação do turismo e a segurança
A “Praia da Casa Branca” em Azambuja vais sofrer obras de beneficiação no próximo ano. Segundo Joaquim Ramos presidente da Câmara Municipal de Azambuja, o local irá ser totalmente transformado e por isso a Câmara não fez a habitual concessão anual do bar de apoio à praia fluvial.
O edil explicou ao Vida Ribatejana que as câmaras de Azambuja e Cartaxo têm um projecto comum, no âmbito da CULT (Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo), tendo entre outras questões, em consideração o facto de ser mais fácil a candidatura a fundos comunitários.
Estes são alguns do motivos que levam a autarquia a não concessionar o bar da Casa Branca este Verão. Ramos lamenta também que as diversas tentativas, no passado, em alugar o espaço “não resultaram e por isso na minha perspectiva não deve ser agora feita qualquer concessão, até tendo em conta a actual situação em que se encontra a praia do Tejo”.
Joaquim Ramos anunciou a construção e recuperação do passeio ribeirinho entre a praia de Valada do Ribatejo e a casa Branca em Azambuja, bem como a recuperação do dique que se situa entre as duas praias.
O estudo prévio da recuperação já foi apresentado, sendo que constitui segundo o edil azambujense “uma grande intervenção. Não só ao nível da configuração da zona de recreio e lazer, mas também em todas as infra-estruturas de apoio”.
Segundo o edil, o projecto contempla também a “construção de passeios suspensos sobre a zona inundável da praia do Tejo, de modo a conduzir as pessoas até a zona de areia”. Os passeios que ficarão sobre o actual ancoradouro, servirão de ligação a uma zona situada quase no meio do Tejo, onde existe um banco de areia, que de resto é a única zona onde se pode ir a banhos sem problemas e com segurança.
O projecto que foi elaborado em conjunto com a autarquia do Cartaxo, vai custar perto de um milhão de euros, e tratando-se de um projecto antigo ansiado pelas populações dos dois municípios será também uma mais valia para o turismo. O presidente da Câmara de Azambuja anunciou ainda ao Vida Ribatejana que em paralelo a este projecto, a autarquia apresentará um outro que tem em vista a gestão da margem ribeirinha “que vai envolver os municípios de Azambuja, Cartaxo e Salvaterra de Magos”.
Tomando como exemplo a requalificação, já feita em Salvaterra de Magos, Escarupim e o investimento feito na área ribeirinha, Joaquim Ramos acredita que é possível envolver os três municípios em projectos comuns, “podendo criar aqui uma triangulação turística e que pode potenciar o aproveitamento do rio Tejo”.